Gustavo acordou com uma sensação estranha. De alguma forma sabia que aquele seria o último dia da sua vida. Acordou cedo, como de praxe, e foi logo dar uma corrida na praia para começar o dia bem. Mas como tinha certeza que aquele seria o último dia da sua vida, correu como nunca. Fez vários abdominais, flexões e treinou forte já que aquela seria a sua última sessão fitness. Quando chegou em casa, deu um longo beijo nos seus dois filhos, contou que os amava, que acreditava neles e os levou na escola. Quando voltou, acordou a sua esposa com um belo café da manhã em uma bandeja que levou na cama. Deu um beijo nela, falou que a amava, que ela o fazia muito feliz todos os dias. Já que aquele seria o último dia de sua vida, fez amor com ela como nunca. Sentia toda a paixão que tivera quando casaram, vivenciou aquele momento como nunca havia feito. Depois foi trabalhar. Se dedicou de tamanha forma, resolveu todas as pendências que tinha deixado, tratou muito bem todos os seus colegas. Tomou coragem e mostrou uma ideia que tinha tido para o chefe. O chefe, que era um cara pragmático, gostou muito da ideia de Gustavo. Disse que era uma em mil, que estaria disposto a implantá-la no cotidiano da empresa, e que a partir de agora gostaria de contar com ele para colocar em prática aquela ideia. Na verdade, já estava apreciando o trabalho de Gustavo há um tempo, e essa ideia foi a cereja do bolo que precisava. Resolveu promover Gustavo, com um salário bem melhor e novas oportunidades de ascensão. Gustavo ficou muito feliz, pena que aquele seria o seu último dia. Quando chegou em casa, contou pra mulher e pros filhos a ótima notícia. Disse novamente que os amava muito e foi dormir com um largo sorriso no rosto. Morreria feliz, afinal.
Gustavo acordou com uma sensação estranha. De alguma forma sabia que aquele seria o último dia da sua vida...
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